Como a Coreia do Norte conseguiu criar um míssil intercontinental?

O país mais fechado do mundo. Difícil de entrar, quase impossível de sair. A Coreia do Norte dominou a pauta do noticiário mundial nos últimos meses com seus testes de mísseis intercontinentais. Os lançamentos, que ocorrem com frequência desde fevereiro de 2017, fizeram com que o presidente norte-americano, Donald Trump, ordenasse que o porta aviões USS Carl Vinson fosse para a região entre as duas Coreias, aumentando ainda mais a tensão entre o país asiático e o resto do mundo.

Mas por que um país pequeno, paupérrimo,  com um PIB modesto de US$ 40 bilhões, o equivalente ao produto interno bruto do estado de Goiás, assusta tanto a comunidade mundial?

Para ajudar você a entender um pouco o tema que pode cair no vestibular, listamos três itens que, juntos, respondem a essa questão:

1 – O país Investe todo seu dinheiro em armas e exército

Um país pequeno, fechado, com uma população fiel a um líder jovem, inconsequente e que deixa seu povo passar fome para investir em armas e exércitos.

O governo autoritário de Kim-Jong Un, o líder supremo da Coreia do Norte, destina praticamente todos os recursos do país para fins militares com o objetivo de intimidar sua vizinha e, segundo ele, grande rival, Coreia do Sul, e os países do ocidente.

Toda essa inconsequência reúne ao redor do país uma rede de grupos que ajudam a Coreia do Norte com inteligência e tecnologia militar. Já é sabido que grupos de hackers anti-americanos são parceiros de Kim-Jong Un, contribuindo com espionagem digital, invasão de sistemas em países e empresas que desagradam o líder e até mesmo no desenvolvimento de tecnologia para aparatos militares, como os mísseis intercontinentais.

2 – População com fome, poucos parceiros comerciais

A decisão de investir todo o dinheiro no exército e no poderio militar coloca o país em um nível de pobreza comparado a  Ruanda ou Haiti, fazendo com que os habitantes dependam de ajuda internacional para sobreviver, recebendo alimentos e kits de saúde da ONU e de países vizinhos, como o Japão e a própria Coreia do Sul.

Por se tratar de um país pobre e fechado, suas exportações consistem em produtos agrícolas primários e minerais. O maior parceiro comercial é a China, que compra 54% de sua produção agrícola, depois a Argélia, com 30%, seguida da vizinha Coreia do Sul, com 16%. Sim! Mesmo declarando ao mundo que a Coreia do Sul é sua rival, Kim-Jong Un mantém um relacionamento comercial e recebe ajuda humanitária do país.

Para relembrar: Os países entraram em conflito após a Segunda Guerra Mundial, quando houve a divisão do território coreano. O norte se tornou comunista, e o sul, capitalista.

Desde então, mesmo com momentos pontuais de paz e diálogo, como nas Olimpíadas de Pequim, em 2008, nunca houve uma declaração de paz oficial entre os dois países, que vivem em clima de guerra fria há mais de 80 anos.

3 – Kim-Jong Un: o egocêntrico

Um adulto mimado, de 33 anos de idade que já matou primos e tios para assumir o poder. Este é um pequeno e assustador resumo da vida de Kim-Jong Un, o líder supremo da Coreia do Norte.

Terceiro filho mais jovem do líder supremo anterior, Kim-Jong Il, assumiu o poder em 2011,com a morte do pai, aos 26 anos de idade, sem nenhuma experiência militar ou política.

Um dos seus decretos que chamou a atenção do mundo foi quando proibiu os pais norte-coreanos de darem aos filhos o seu nome. Quem já tivesse um filho chamado Kim-Jong Un deveria mudar o nome dele imediatamente.

Jovem, autoritário e egocêntrico, Kim-Jong-Un continua com a tradição de seu pai, de manter a Coreia do Norte fechada para o resto do mundo, a comunicação da população é feita apenas pela rede estatal de rádio e televisão, que se permite contar mentiras para mostrar a todos que a Coreia do Norte é o maior e mais importante país do planeta.

Juntos, esses três itens compõem uma fórmula explosiva que faz da Coreia do Norte uma bomba relógio, que pode explodir de acordo com a vontade de um dos líderes mais instáveis que o mundo já conheceu.

A preocupação da comunidade mundial no contexto que entramos em 2017 é a briga de dois líderes instáveis, o norte-coreano Kim-Jong Un e o norte-americano Donald Trump, que já declarou que o “grande problema” Coreia do Norte será resolvido por ele e solicitou o aumento das sanções ao país após os lançamentos dos mísseis intercontinentais.

Kim Jong-Un, por sua vez, continua com os testes dos mísseis e, em seus discursos para a população, compara o presidente norte-americano a Adolf Hitler.

Preocupada com a tensão entre os dois países, a Coreia do Sul se ofereceu para iniciar um diálogo com sua vizinha, para diminuir  a animosidade e evitar um possível conflito armado.

Se isso dará certo ou não, nós saberemos nos próximos capítulos, que estampam diariamente os portais de notícia no mundo inteiro.

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